Em comum, os representantes de cada país entendem que as principais mudanças devem partir dos jovens. “Temos ideias inovadoras, mas até agora não tínhamos muita voz. O Parlamento Juvenil do Mercosul é uma grande oportunidade de nos expressarmos”, disse Larissa Quinelli, representante da delegação brasileira.
Independentemente da nação a que pertencem, os adolescentes compartilham experiências e revelam tanto o que há de bom quanto de problemático no ensino, de acordo com a vivência, em cada lugar. “Colocamos o bem comum acima do bem particular durante esse encontro”, enfatizou Larissa.
Na visão do ministro da Educação do Uruguai, Ricardo Erlich, as novas gerações têm potencial para colocar as promessas em prática. “Somar forças é o caminho para a mudança. Por isso vocês estão aqui” afirmou Erlich. “Hoje, estão convocados para debater o tipo de ensino médio que o continente precisa.”
O presidente do Conselho Diretivo Central do Mercosul, José Seoane, salienta que os temas partilha, aprendizagem, compromisso e esperança dão o tom das discussões. “Poucas coisas podem ser tão esperançosas como jovens reunidos para dar sugestões e resoluções a problemas”, afirmou.
Nesta segunda-feira, os 126 adolescentes do seis países entregarão aos integrantes do Parlamento um documento com propostas sobre a educação na América Latina. Ao longo dos três dias, eles participaram de comissões de trabalho e de reuniões plenárias. Participam do encontro 27 estudantes brasileiros, um de cada unidade da Federação — são 18 titulares, com direito a voto, e nove suplentes.
Parlasul — Também nesta segunda-feira começa a reunião do Parlamento do Sul (Parlasul). Criado em 2006, o organismo representa os interesses dos cidadãos dos países da região. É um espaço de debates sobre aspectos comuns entre as localidades, bem como suas diversidades. O objetivo é fortalecer e aprofundar a integração regional.
Entre os assuntos discutidos no Parlasul estão economia, educação, cultura, esportes, tecnologia, trabalho, desenvolvimento sustentável, segurança, energia e direitos humanos. No setor educacional, o Brasil exerce a presidência pro tempore.
Letícia Tancredi
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Fonte: Portal do MEC
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